Apesar do período de seca, DF está em segurança hídrica

Desde o primeiro ano do governo, foi preciso fazer frente à crise hídrica. No auge da estiagem, o Reservatório do Descoberto, responsável por abastecer 60% da população do Distrito Federal, atingiu 5,3% do volume regular, o menor da série histórica. O Reservatório de Santa Maria, por outro lado, caiu a 22%. Esses níveis tão baixos prenunciavam desabastecimento, se nada fosse feito! E fizemos. Adotamos diversas medidas que visavam a ampliação da produção de água. Demos um xeque mate ao apagão de obras de abastecimento que perdurava há 16 anos e estabelecemos uma imponente política de segurança hídrica. Tivemos a coragem que faltou a outros governos e combatemos com firmeza a grilagem de terras, a ocupação desordenada do solo, o aterramento de nascentes e a perfuração não autorizada de poços artesianos, que drenavam metros cúbicos preciosos, indispensáveis ao abastecimento de nossa cidade.

Concluímos obras estruturantes fundamentais, tão aguardadas por mais de década pelo cidadão. Entregamos o Subsistema Produtor de Água Bananal e a captação de água do Lago Paranoá, que permitiram um incremento nos reservatórios, que já tiveram acréscimo de 16,5%, elevando a capacidade de captação a 11.576 litros por segundo. Agora, caminhamos a passos largos para equacionar o abastecimento de água pelos próximos 30 anos. Entregaremos até o fim do ano o Sistema de Corumbá IV, projeto compartilhado com Goiás. Inicialmente, a captação será de 2,6 mil litros de água por segundo, beneficiando 1,3 milhão de pessoas – 650 mil do DF e 650 mil de Goiás. Até agora, R$ 500 milhões foram investidos no setor.

O governo agiu e prosseguiu melhorando o sistema de abastecimento, mas também é importante continuar contando com o apoio das pessoas. A experiência inédita do racionamento deixou lições para todos: água não é um bem infinito. A população, que economizou 24,2 bilhões de litros no racionamento, já despertou para essa nova realidade e, certamente, conservará os novos hábitos. Com o esforço coletivo do governo e da população, podemos afirmar com tranquilidade: estamos plantando água em Brasília.